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Sobre o Webinar PRObiome na prática!

No dia 12/04/2022 aconteceu o Webinar PRObiome na prática. Tivemos o prazer de receber, remotamente, a presença das convidadas Dra. Lívia Guimarães e da Profª. Dra. Ana Carolina Franco de Moraes, que abordaram como os médicos e nutricionistas estão utilizando o exame de microbiota intestinal na prática.


Ao final do Webinar nós apresentamos o NOVO PRObiome - o PRObiome que você já conhece com algumas melhorias e atualizações. Você pode conferir todas as atualizações clicando aqui.



Arte de divulgação do Webinar

A Dra. Lívia Guimarães é médica gastroenterologista e iniciou sua apresentação falando sobre a composição única de bactérias no intestino de cada indivíduo e em como a microbiota intestinal pode impactar no nosso organismo. Ela destacou a importância da microbiota intestinal como produtora de substâncias e vitaminas para o nosso corpo, bem como o papel da microbiota no eixo cérebro-intestino, no sistema imunológico e também a relação na regulação hormonal e nas doenças gastrointestinais.


A Dra. Lívia explicou que a baixa diversidade de bactérias no intestino pode ser um indício de disbiose, e explicou também que não temos que nos preocupar só com a predisposição genética do paciente, pois a microbiota tem um papel central tanto no adoecimento quanto na saúde.


A Dra. Lívia lembra que disbiose não é o diagnóstico final, mas que está sim relacionada à maioria das doenças crônicas. A disbiose não é igual em todos os pacientes, e cada paciente necessita de uma análise detalhada e de um estudo próprio para entender seu caso específico.


“A disbiose não deve ser uma preocupação apenas dos nutricionistas ou gastroenterologistas, e sim de todos os profissionais de saúde que tratam pacientes com doenças crônicas.”


A Dra. Lívia apresentou um estudo de caso de uma paciente que tinha dores abdominais há quase 10 anos. Confira o exemplo apresentado:

Imagem de apresentação do caso da Dra Lívia Guimarães

Após descrever o caso da paciente, Lívia falou que alguns dos sintomas 'preenchem' alguns requisitos que a levaram a crer que a paciente tinha SII (Síndrome do Intestino Irritável).


A Dra. explicou que a SII pode ser uma faceta da disbiose intestinal, e conhecer a microbiota da paciente a partir do exame PRObiome possibilitou uma conduta mais personalizada. Com o tratamento adequado, a paciente já normalizou os marcadores inflamatórios, diminuiu as dores que sentia, passou a evacuar diariamente, entre outras coisas que comprovam a sua conduta assertiva.


Quer conferir a palestra da Dra. Lívia Guimarães na íntegra? É só clicar aqui.


Depois recebemos a Profa. Dra. Ana Carolina Franco de Moraes, que é nutricionista, escritora e realiza pesquisas na área do microbioma humano.


A Dra. Ana Carolina explicou sobre a classificação taxonômica das bactérias e mostrou que 90% das bactérias intestinais humanas fazem parte dos filos Firmicutes e Bacteroidetes. Ana ainda explicou sobre os 3 enterotipos mais conhecidos: Bacteroides, Prevotella e Ruminococcus.


A Dra. Ana Carolina comentou sobre seus estudos e falou que a chave da microbiota é o equilíbrio entre os seus microrganismos. Além de citar as doenças associadas a alterações na composição da microbiota, trouxe também alguns dados relacionados à dieta e como ela afeta e impacta na saúde humana, além de mostrar os efeitos das proteínas sobre a composição da microbiota.


Então foi hora de falar do PRObiome na prática, onde ela citou um estudo de caso de um paciente homem, de 50 anos, praticante de musculação, que sofria com desconforto abdominal, excesso de gases e constipação.


Após apresentar todo seu estudo de caso, a Dra. Ana Carolina compartilhou as orientações dietéticas específicas para esse paciente e mostrou qual foi a suplementação sugerida, baseado nos resultados do exame PRObiome. O paciente já apresenta melhoras significativas, demonstrando a importância do exame para a conduta do nutricionista.


Para acessar o conteúdo na íntegra e ficar por dentro de todo o estudo de caso da Dra. Ana Carolina é só clicar aqui.


Por fim, a nossa equipe apresentou o novo PRObiome!


Produzimos um conteúdo mais do que completo sobre o novo PRObiome, com todas as informações e atualizações. Para acessar o conteúdo é só clicar no botão abaixo.


Ao longo do webinar, recebemos muitas perguntas da nossa audiência. Confira as respostas que nossa equipe preparou:


1. Como interpretar o laudo?

Para interpretar os resultados do laudo do PRObiome é importante levar em consideração algumas informações: o histórico clínico do paciente e a hipótese diagnóstica, o resultado biológico e os dados da literatura científica.

*Para auxiliar na interpretação do laudo, os profissionais de saúde podem consultar o Guia de interpretação fornecido pela BiomeHub.

Vamos destacar aqui algumas características clínicas que devem ser consideradas na interpretação dos resultados:


> Faixa etária: Determinadas taxonomias possuem abundâncias dependentes da idade, como por exemplo o gênero Bifidobacterium que pode ser predominante na microbiota intestinal de crianças, mas está presente em baixa abundância em adultos.

>Dieta: A dieta possui grande influência na composição da microbiota intestinal. Estudos que avaliaram a influência de diversos fatores como etnia, localização geográfica e até mesmo doenças, encontraram impactos significativos na dieta. Mostrando que a dieta pode ser tanto quanto ou até mais importante que a genética na determinação das características da microbiota intestinal.

>Uso de medicamentos: Alguns medicamentos podem causar alterações na microbiota intestinal. Essas alterações podem fazer parte do mecanismo de ação do medicamento como o aumento de Akkermansia muciniphila em pacientes que fazem uso de metformina.

> Sintomas e condições diagnosticadas: Alguns sintomas gastrointestinais e condições de saúde estão associados a variações nos resultados. Diarreias osmóticas podem causar um aumento transitório do filo Proteobacteria e não caracterizar um desequilíbrio da microbiota.


Se surgir alguma dúvida na interpretação, estamos à disposição para auxiliar nos nossos canais de atendimento.


2. Quais os benefícios desse exame na conduta médica?


O exame de microbiota intestinal pode ajudar o profissional de saúde a:

> Realizar diagnósticos mais precisos.

> Escolher e acompanhar a eficácia de dietas nutricionais.

> Escolher e acompanhar o efeito do uso de medicamentos.

> Acompanhar o efeito de hospitalizações e procedimentos cirúrgicos.

> Avaliar a necessidade do uso de probióticos e prebióticos.

> Identificar perfis inflamatórios e patógenos intestinais.

> Entender o impacto do estilo de vida na saúde intestinal.


3. Qual a possibilidade de repovoar a microbiota em idosos?


A principal forma de modular a microbiota intestinal é por meio da reeducação alimentar. Idosos costumam apresentar mais fragilidades e dificuldades de ingestão, mastigação e digestão de alimentos, com isso, maior probabilidade de má nutrição. As correções dessas características são fundamentais para garantir que os alimentos sejam ingeridos em qualidade e quantidade ideais para a nutrição do organismo e também para a manutenção da microbiota intestinal, que é extremamente dependente da boa nutrição do indivíduo.


4. A produção de gases é característica de disbiose?


É comum que pessoas com disbiose apresentem mais sintomas gastrointestinais, entretanto a produção excessiva de gases pode ocorrer também como consequência da ingestão excessiva de alimentos ricos em FODMAPs ou enxofre (feijão, repolho, couve, ovos), sem que haja necessariamente uma disbiose. A confirmação de disbiose só é possível através do exame de microbiota intestinal.


5. A avaliação da microbiota intestinal é um diagnóstico acessório para uma avaliação mais completa do paciente?


A avaliação da microbiota intestinal é a forma mais precisa para se ter o diagnóstico de disbiose intestinal e pode ser usada de maneira complementar no raciocínio clínico em diferentes condições. Por exemplo, pacientes muito sintomáticos podem não apresentar alterações nas bactérias intestinais, nestes casos a modulação intestinal pode não resolver o problema do paciente. É necessário destacar que a avaliação e diagnóstico clínico por meio de sinais e sintomas, pode não ser tão assertiva e a escolha terapêutica às cegas, pode não resolver o problema do paciente. Algumas condições como Síndrome do Intestino Irritável, Doenças Inflamatórias Intestinais e Câncer colorretal, apresentam perfis distintos que englobam um conjunto de alterações características, e a identificação desses perfis podem auxiliar durante o processo investigativo do diagnóstico. Além disso, o exame pode identificar eventuais patógenos que causam sintomas semelhantes a outras doenças.


6. A maioria das evidências sobre a microbiota intestinal ainda são em modelos in vivo. Gostaria de saber onde encontro ensaios clínicos sobre modulação da microbiota intestinal.


Realmente, temos muitos estudos conduzidos em modelos animais, avaliando diversos componentes alimentares, suplementos e medicamentos. Entretanto, nos últimos dois anos houve um aumento considerável de publicações de ensaios clínicos em humanos. No nosso Guia Nutricional de Modulação da Microbiota Intestinal, selecionamos os ensaios clínicos e outros estudos em humanos que avaliaram o uso de alimentos, componentes alimentares ou suplementos de venda livre no Brasil, para ajudar o profissional de saúde na escolha dietoterápica, com embasamento mais robusto. Nele destacamos o nível de evidência científica de cada artigo citado, para que seja de mais fácil entendimento quais estudos são em humanos ou em animais.


7. Com o kit antigo meu paciente perde alguma coisa nas atualizações da análise?


Como toda mudança precisa de tempo, a versão anterior do kit de coleta poderá ser utilizada sem prejuízos à análise.

Mesmo utilizando o kit antigo a etapa de extração do DNA será atualizada. Também serão atualizados os valores de referência dos parâmetros e a estrutura do laudo.



Você ainda possui alguma dúvida quanto a utilização do exame de microbiota intestinal? Tem alguma dúvida sobre o PRObiome? Entre em contato conosco, será um prazer lhe responder!




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