Por que testar pessoas assintomáticas é importante no combate ao coronavírus?

Atualizado: 20 de Out de 2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a afirmar que as pessoas infectadas pelo novo coronavírus, mas que não possuem sintomas, também transmitem o vírus.


medindo a temperatura de uma pessoa

Para a OMS, é certo que mesmo as pessoas sem sintomas, mas que testam positivo, são capazes de passar o novo coronavírus (SARS-CoV-2) para outros indivíduos. O que ainda não se sabe é o potencial de transmissão dos assintomáticos.


As incertezas demonstram que é importante a testagem em massa também nas pessoas que não possuem sintomas como uma das medidas de bloqueio para reduzir a transmissão do vírus.


A identificação rápida de alguém infectado permite monitorar esse indivíduo e iniciar de forma precoce o tratamento em caso de evolução da doença, bem como a possibilidade de monitorar também as pessoas que mantiveram contato próximo com este indivíduo assintomático, reduzindo o potencial de transmissão comunitário.


A testagem nesse grupo também possibilita projeções mais assertivas dos órgãos de saúde quanto a real situação da pandemia e demandas do sistema. A medida também contribui para o retorno seguro às atividades econômicas.


Os assintomáticos parecem ser peça importante para a dispersão do vírus, tanto na perspectiva populacional quanto no contexto econômico e dos serviços essenciais (que não podem parar), colocando em risco a saúde dos demais colaboradores e das operações dessas atividades.


Por isso, estabelecer processos e protocolos para o monitoramento e identificação em massa dos casos assintomáticos, mas portadores do vírus SARS-CoV-2, torna-se fundamental para o controle da dispersão do vírus na população e uma ferramenta de gestão de risco para indústrias e serviços essenciais.

Tipos de testes disponíveis para detecção do SARS-Cov-19

A detecção precoce da infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) é fundamental para tratar e frear o avanço da Covid-19, no Brasil e no mundo. O problema é que os primeiros sintomas da infecção podem aparecer entre 2 e 14 dias depois da exposição ao vírus, com período médio de incubação de cinco dias. Ou seja, para combater a disseminação do vírus, os testes de diagnóstico para o coronavírus se tornaram ferramenta essencial, juntamente com o distanciamento social.


Isto porque, quanto antes tratado, maiores são as chances de tratamento e recuperação do paciente. O SARS-CoV-2, assim como outras síndromes respiratórias graves, pode causar desde um resfriado simples até doenças sérias como a pneumonia aguda.


Estudos demonstram que a Covid-19 pode ser assintomática em até 89% dos casos, mas é capaz de gerar manifestações perigosas como falta de ar, tosse, hipóxia (oxigênio insuficiente nos tecidos para manter as funções corporais) e febre, colocando em risco especialmente pessoas com comorbidades, dentre elas, portadores de doenças crônicas, cardiopatias, obesidade e asma.


Mas você sabe quais são as principais formas de identificação do vírus no organismo, o que as difere e em qual estágio da contaminação cada uma delas é indicada para gerar resultado confiável? Separamos informações de como funcionam as principais formas de identificação do novo coronavírus.


  • Teste Molecular (RT-PCR)

Em caso de exposição ao SARS-Cov-2, nos primeiros dias, a quantidade de v