Microbiota a favor da saúde: suporte ao diagnóstico individualizado

Atualizado: Mai 19

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O microbioma é composto por trilhões de microrganismos. Esses, representados principalmente pelas bactérias, podem conviver em simbiose com o ser humano, ou seja, sem causar qualquer tipo de doença ou malefício ao seu bem-estar. Pelo contrário, auxiliam desde o nascimento, na manutenção de funções fisiológicas.


Esses microrganismos podem auxiliar:

  • Na manutenção da integridade da mucosa intestinal

  • Em uma melhor absorção de nutrientes

  • No controle de proliferação de bactérias que podem ocasionar doenças


A comunidade de microrganismos (microbiota intestinal), o conjunto dos seus genomas e as condições ambientais circundantes representam o microbioma intestinal.


Cada indivíduo possui um microbioma diferente dos demais, sendo único. Entretanto, os hábitos de vida, uso de medicamentos, estresse e, inclusive, a localização geográfica do indivíduo são fatores determinantes na alteração da comunidade de bactérias do nosso trato digestivo, ao longo da vida.


Outro fator importante na alteração da microbiota intestinal é a dieta, pois pode afetar a sobrevivência e metabolismo de bactérias, causando alterações no padrão de colonização bacteriano.


Uma microbiota saudável é capaz de produzir vitaminas, promover melhor absorção de nutrientes e fermentar fibras que levem à produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), moléculas com atividade anti-inflamatória.



Microbiota em alerta


Alguns sintomas como distensão abdominal, náuseas, diarreia, dentre outros, usualmente, são uma das maiores queixas de pacientes com problemas gastrointestinais ao procurar um profissional da saúde. E com razão.


O desequilíbrio da microbiota intestinal acarreta uma modificação nas funções que antes funcionavam de forma harmônica e pode levar a processos inflamatórios, favorecendo a permeabilidade intestinal e reduzindo a capacidade de absorção pelo intestino de nutrientes importantes, além de causar uma carência de vitaminas, principalmente do complexo B, além de vitaminas A, C e D.



A composição de bactérias colonizadoras da microbiota pode sofrer desequilíbrios e reações inflamatórias, ocasionando síndromes intestinais. Essas, são altamente incidentes na população mundial e uma ameaça ao bem-estar do ser humano.


Exemplos são a Doença de Crohn e a colite ulcerativa, as chamadas doenças inflamatórias intestinais (DIIs). Além dessas, ainda podemos chamar a atenção para a síndrome do intestino irritável (SII), com sintomas bastantes semelhantes às anteriores e que aflige cerca de 20% da população mundial. Em países ocidentais, pode chegar a 25% da população e é mais comum entre as mulheres, em uma proporção de três delas para cada homem.


Pacientes com o quadro mencionado acima, normalmente são encaminhados a realização de exames de fezes, de sangue e de imagem. Alguns mais simples e outros mais invasivos, como a colonoscopia. Entretanto, nem sempre o diagnóstico de doenças complexas é fácil, e ainda envolve muitos aspectos da observação clínica do paciente, da experiência do profissional da saúde e usualmente são necessários exames complementares.


Contudo, a possibilidade de utilizar ferramentas moleculares têm possibilitado um maior conhecimento do microbioma intestinal, permitindo diagnósticos mais completos, além da amostra não depender de cultivo.

A tecnologia a favor da medicina


Desde o final dos anos 1990, com o advento da biologia molecular, várias técnicas de identificação bacteriana têm surgido, permitindo então diagnósticos mais precisos. Dentre essas ferramentas, o Probiome é resultado da combinação do sequenciamento genético de alto desempenho aliado a análises de bioinformática, sendo capaz de detectar a composição da microbiota intestinal, identificando bactérias que promovam a saúde, além de patogênicas e associadas a doenças.



O teste acessa por meio do sequenciamento de DNA - diretamente da amostra sem a necessidade de cultivo - a diversidade de bactérias que compõe a microbiota intestinal e isso abre uma série de portas para o profissional da saúde.


O Probiome passou por um extenso programa de validação interna com resultados científicos consistentes. Além disso, traz informações que não podem ser acessadas por exames laboratoriais convencionais, sendo o nível de detalhamento muito mais amplo, permitindo a identificação não somente de um organismo, mas de toda a comunidade bacteriana intestinal.


Com o resultado do teste é possível um direcionamento assertivo da conduta clínica, de forma a garantir sucesso em tratamentos e elaboração de dietas e, contribuir para o manejo de sintomas, como constipação e dor abdominal, comumente relatados pelos pacientes.


O resultado, entregue em formato de relatório, traz informações sobre as bactérias identificadas, sua correlação com o quadro clínico do paciente e informações valiosas que irão auxiliar o profissional prescritor na restauração da saúde do paciente. Ainda, o conhecimento da microbiota torna possível prescrever uma dieta personalizada.

O Probiome atua como um teste de apoio ao diagnóstico, escolha e acompanhamento terapêutico, além da monitoria do prognóstico.




Além disso, a pesquisa sobre a relação entre a saúde humana e a microbiota intestinal tem crescido nos últimos 10 anos e a utilização de metodologias inovadoras no apoio diagnóstico é bem vista pela comunidade médica, sendo amplamente recomendada.


Em uma pesquisa recente, publicada na revista Nature Medicine, Thomas e colaboradores (2019) verificaram padrões na microbiota intestinal, correlacionando-os a ocorrência de câncer colorretal. Através dos resultados encontrados, novos estudos e possibilidades estão sendo alcançadas. Mais uma vez, a capacidade de caracterizar o microbioma rapidamente traz grandes oportunidades de desenvolver um diagnóstico assertivo.


Os benefícios da realização do teste molecular de microbiota intestinal abrangem um maior conhecimento sobre as causas dos sintomas e, com isso, melhoria no manejo das manifestações clínicas relatadas pelos pacientes (diarreia, distensão e dor abdominal, gases e constipação) e um maior sucesso e eficácia de dietas e tratamentos.


Além disso, baseado nesses fatos, a boa notícia é que a composição do microbioma pode ser modulada, trazendo promoção do bem-estar, saúde e qualidade de vida.


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Referências

[1] Gilbert JA, Blaser MJ, Caporaso JG, Jansson JK, Lynch SV, Knight R. Current understanding of the human microbiome. Nature Medicine 2018;24:392–400.

[2] Pedrinola F. Importância da microbiota na avaliação médica. PebMed 2018. Disponível em: https://pebmed.com.br/importancia-da-microbiota-na-avaliacao-medica/

[3] Furrie E. A molecular revolution in the study of intestinal microflora. Gut. 2006;55(2):141-3.

[4] Christoff AP, Cruz GNF, Sereia AFR, Yamanaka LE, Silveira PP, de Oliveira LFV. End-to-end assessment of fecal bacteriome analysis: from sample processing to DNA sequencing and bioinformatics result. bioRxiv. 2019 Mai [acesso em 13 ago 2019]. Disponível em: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/646349v1

[5] Ziegler MF. Bactérias do intestino podem ser usadas para prever ocorrência de câncer colorretal. Agência FAPESP 2011.Disponível em: http://agencia.fapesp.br/bacterias-do-intestino-podem-ser-usadas-para-prever-ocorrencia-de-cancer-colorretal/30147/

[6] Thomas AM, Manghi P, Asnicar F, Pasolli E, Armanini F, Zolfo M, et al. Metagenomic analysis of colorectal cancer datasets identifies cross-cohort microbial diagnostic signatures and a link with choline degradation. Nature Medicine 2019;25:667–78.

[7] Franco PR. Tese de doutorado desvenda como alimentos reduzem inflamações intestinais. Correio Braziliense 2012. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/01/14/interna_ciencia_saude,286297/tese-de-doutorado-desvenda-como-alimentos-reduzem-inflamacoes-intestinais.shtml

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